filho=dinheiro, uma perigosa equação
O Jornal da Globo fez agora há pouco uma denúncia no mínimo chocante. Mulheres da zona rural no interior da Bahia estão procriando sucessivamente por conta do benefício do salário maternidade.O salário maternidade para quem trabalha no campo é um benefício criado para ajudar a quem teve filhos a cuidar deles durante os quatro meses de licença a que toda mãe tem direito. Mas há desvios de finalidade, tem até quem use para construir, tem quem use para se sustentar, como alternativa de renda.
Trata-se de um caso onde um direito legítimo da mulher se transforma em grave distorção. Merece ainda uma reflexão sobre a extensão das políticas assistencialistas: é fundamental acrescentar algo mais, criar projetos que estimulem o empreendedorismo, que transformem essas famílias como agentes auto-sustentáveis, a médio prazo. Se nada for feito, corre-se o risco de uma explosão demográfica sem precedentes naquela região.
A foto é do site do Jornal da Globo.


2 Comments:
Heron. Como vai meu irmão? Tudo bem? Realmente o assistencialismo patrocinado por alguns governos, em vez de estimulo ao empreendedorismo, contribui para episódios como esse. Agora, não podemos nos esquecer que a índole de cada pessoa não tem relação com a administração pública. O desespero por recursos para viver, muitas vezes, leva a esse tipo de comportamento que não é desculpável e nem pode ser aceito.
Felipe, amigo, que bom te ver por aqui, obrigado por teu comentário.
Sobre este assunto o que me preocupa é a cultura paternalista de nosso Estado. Esperamos que o Governo resolva nossos problemas. Este, por outro lado, estimula essa atitude, já que há ganhos eleitoreiros nela.
Dá uma bela discussão sobre estado mínimo, papel das ongs e das igrejas, choque de gestão e estímulo a iniciativas pessoais como motor do crescimento das pessoas.
Abraço forte, e espero te ver aqui mais vezes.
Heron.
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