Em Davos, Lula enterra "Brasil do Miserê"
Cada vez mais, a tentação de fazer o mundo sentir pena do Brasil foi guiando a diplomacia. É a boa e velha industrialização da pobreza. O país se acostumou a ir para o sinal fechado carregando seus filhos barrigudinhos com nariz escorrendo. Num discurso histórico no Fórum Econômico, Lula talvez tenha começado a acabar com a política de bater no vidro dos carros primeiro-mundistas com cara de choro.Guilherme Fiúza pontua importância da postura anti-populista de Lula, chamando países latino-americanos a adotarem postura mais soberana diante da comunidade internacional. Para isso, é preciso que os sul-americanos se distanciem da cultura paternalista típica do Estado burocrático, algo que alguns vizinhos querem perpetuar e até mesmo ampliar.
Levantar a cabeça, perceber sua força produtiva e sentar para acordos comerciais com forças e opiniões diferentes apresentam a maturidade do Brasil, algo que esperamos para ver acontecer.
Curiosamente, Lula parece ter mais sucesso quando representa o país no exterior do que na gestão comezinha, necessária, do dia a dia. Pelo menos esta é a sensação deste blog.
A foto é do canal de notícias G1, do Portal Globo.


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