Efeitos do "Fator Renascer"
O Jornal do Commercio publicou reportagem na edição de hoje avaliando o “fator Renascer” na imagem do movimento evangélico como um todo. Teólogos e pastores de várias ramificações cristãs consideram o impacto das notícias envolvendo o casal Hernandes. “Para quem não conhece a imensa diversidade do meio evangélico, um escândalo como esse acaba respingando em todo o mundo”, disse Ricardo Gondim, pastor da Igreja Assembléia de Deus Betesda.De modo quase generalizado, denúncias dessa natureza reforçam o estereótipo defendido pela mídia do evangélico como um fanático, algumas vezes anti-social, outras mau caráter, sempre com perspectivas negativas.
O ideal seria que este caso servisse de reflexão sobre a Teologia da Prosperidade, em si uma subversão do estilo de vida cristão, que preza a modéstia, a discrição, um estilo de vida tão espartano que o filósofo Max Webber o relacionou com a cultura capitalista, em ensaio fundamental, “A ética protestante e o espírito do Capitalismo”, onde apresenta o trabalho duro e uma vida sem luxo como marcas do crente fiel. Algo mais próximo do modo Sam Walton de ser, já que o dono da Wal Mart é conhecido por apregoar valores familiares e estilo de vida simples como cultura da própria empresa. Já para os “crentes da prosperidade”, ostentação é sinal de fé, e esse estilo de vida veio à tona no rastro de pólvora que está sendo esse escândalo do mundo evangélico.


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