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Diario de Pernambuco repercutiu ontem uma reportagem com o prefeito do Recife, João Paulo, em que ele responde via jornal a uma provocação do candidato a governador derrotado em Pernambuco, ex-ministro Humberto Costa, que deu a entender ser do prefeito parte da culpa por sua derrota em 01 de outubro. Ambos são do PT, o que mostra o processo de autofagia que vive o partido, antes auto-declarado guardião da ética política no Brasil.
O fato expõe algo latente na atual política brasileira, que é a disputa incansável pelo poder. Nessa busca, muitas vezes cegas, os políticos esquecem de estudar o Brasil e apresentar, com base nessa pesquisa, propostas para minimizar os problemas brasileiros e apresentar soluções para mudanças positivas na qualidade de vida do povo.
Talvez fizesse bem a nossos políticos, depois de lamber as feridas da derrota ou comemorar a vitória, refletir um pouco no belíssimo exemplo do ex-candidato a presidente dos Estados Unidos,
Al Gore, derrotado pelo atual presidente dos Estados Unidos mesmo tendo mais votos do que este, em uma eleição marcada pelo descrédito.
Gore chegou a ficar desiludido da política, mas deu a volta por cima e passou a estudar os problemas ambientais da política, uma bandeira que vinha levantando desde 1976. De seu trabalho ardoroso, surgiu documentário
An Incovenient Truth (Uma Verdade Incoveniente), que vem trazendo uma reflexão pertinente por onde passa. Alçado ao posto de celebridade de Hollywood, Gore usa o cinema como uma plataforma de análise da degradação provocada pelo aquecimento global, o papel do homem neste problema e de que modo pode-se buscar soluções.
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